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Published in : Projeto Evoluindo, Temas Polêmicos


Design Inteligente?

Um informe especial reimpresso da revista Natural History

Pontos principais do artigo:

Três proponentes do Design Inteligente (DI) apresentam suas opiniões sobre o design inteligente no mundo natural. Cada perspectiva é seguida imediatamente por uma resposta de um proponente da evolução (EVO). O relatório, reimpresso em sua totalidade, começa com uma introdução da revista Natural History e conclui com uma revisão sobre do Design Inteligente.

Os seguintes autores contribuíram com este artigo de Natural History:
Richard Milner e Vittorio Maestro, ed. (introdução)
Michael J. Behe, Ph.D. (DI) e Kenneth R. Miller, Ph.D. (EVO)
William A. Dembski, Ph.D. (DI) e Robert T. Pennock, Ph.D. (EVO)
Jonathan Wells, Ph.D. (DI) e Eugenie C. Scott, Ph.D. (EVO)
Barbara Forrest, Ph.D. (perspectiva geral)


Introdução

Preparado por Richard Milner e Vittorio Maestro, editores da revista Natural History

A idéia de que a complexidade de um organismo é evidência da existência de um designer cósmico foi formulada vários séculos antes do nascimento de Charles Darwin. Seu expoente mais conhecido foi o teólogo inglês William Paley, criador da famosa analogia do relojoeiro. Se encontrarmos um relógio de bolso em um campo, escreveu Paley em 1802, imediatamente poderíamos inferir que foi produzido não por processos naturais atuando cegamente mas por um intelecto humano projetista. Da mesma maneira, ele raciocinou, o mundo natural contém abundante evidência de um criador sobrenatural. O argumento do design, como é conhecido, prevaleceu como explicação do mundo natural até a publicação de A Origem das Espécies em 1859. O peso da evidência que Darwin acumulou tão pacientemente, convenceu rapidamente os cientistas de que a evolução por seleção natural explicava melhor a complexidade da vida. "Não posso crer," escreveu Darwin em 1868, "que uma teoria falsa possa explicar tantas classes de fatos”.

Entretanto, em certos círculos, a oposição ao conceito da evolução tem persistido até o presente. O argumento do design foi revivido recentemente por um número de acadêmicos com credenciais científicas, os quais mantêm que sua versão da idéia (diferentemente das idéias de Paley) é apoiada fortemente pela microbiologia e pela matemática. Estes antievolucionistas se diferenciam dos criacionistas fundamentalistas em que eles aceitam que algumas espécies se modificam (mas não muito) e que a idade da Terra é muito maior que 6.000 anos. Entretanto, igualmente aos seus predecessores, eles rechaçam a idéia de que a evolução dá conta da multiplicidade de espécies que vemos hoje em dia. Também buscam colocar seu conceito (conhecido como design inteligente) dentro do currículo de ciências das escolas.

A maioria dos biólogos tem concluído que os proponentes do design inteligente mostram ou ignorância ou um mau entendimento da ciência evolucionária. Apesar disto, suas propostas estão sendo escutadas em vários círculos políticos e educativos e atualmente são objetos de um debate dentro da Junta de Educação do estado de Ohio. Apesar de que a revista Natural History não apresenta ou analisa a fundo nas páginas que seguem o fenômeno do design inteligente, aqui oferecemos para a informação dos leitores várias opiniões curtas por três principais proponentes da teoria, conjuntamente com três respostas. A seção é concluída com uma revisão do movimento do design inteligente escrita por uma filósofa e historiadora cultural que tem monitorado sua história por mais de uma década.


Declaração sobre o DI

O Desafio da Complexidade Irredutível

Cada célula vivente contém muitas máquinas moleculares ultra-sofisticadas
Por Michael J. Behe

Os cientistas usam o termo “caixa preta” para se referir a um sistema que se desconhecesse seu funcionamento. Para Charles Darwin e seus contemporâneos, a célula viva era uma caixa preta pois sua mecânica fundamental era totalmente desconhecida. Agora sabemos que, muito longe de ser formada por um tipo simples de protoplasma uniforme (como acreditavam muitos cientistas do século XIX) cada célula viva contém muitas máquinas moleculares ultra-sofisticadas.

Como podemos decidir se a seleção natural Darwiniana pode dar conta da incrível complexidade que existe em nível molecular? O próprio Darwin fez referência ao argumento quando assertou: "Se se pudesse demonstrar que existiu, algum organismo complexo que não foi formado por numerosas e sucessivas pequenas modificações, minha teoria desmoronaria por completo”.

Alguns sistemas parecem muito difíceis de formarem-se por modificações sucessivas. Eu chamo estes sistemas de irredutivelmente complexos. Um exemplo cotidiano de um sistema irredutivelmente complexo é a humilde ratoeira. Ela consiste de (1) uma plataforma com base de madeira; (2) um martelo de metal, que esmaga o rato; (3) uma mola com os extremos estendidos, a qual propulsiona o martelo; (4) um gatilho que solta a mola; e (5) uma barra de metal que conecta o gatilho e que sustenta armado o martelo. Ninguém pode pegar um rato somente com uma plataforma, acrescentar uma mola e pegar mais uns ratos, depois acrescentar a barra de metal e pegar outros tantos mais. Todas as peças devem estar em seus lugares antes de pegar um rato.

Os sistemas irredutivelmente complexos não parecem ser bons candidatos a serem produzidos por numerosas e sucessivas pequenas mudanças de sistemas predecessores, porque qualquer precursor ao qual faltara uma peça crucial não poderia funcionar. A seleção natural só pode escolher entre sistemas que já estão funcionando, então a existência na natureza de sistemas biológicos irredutivelmente complexos representa um poderoso desafio a teoria Darwiniana. Podemos observar com freqüência estes sistemas nas organelas das células, nos quais a remoção de um elemento resultaria que o sistema completo deixaria de funcionar. O flagelo das bactérias é um bom exemplo. Eles são como motores fora da borda que as células bacterianas usam para sua autopropulsão. Têm uma hélice larga, como um chicote, que é girada por um motor molecular. A hélice está unida ao motor por uma junta universal. O motor é sustentado por proteínas que atuam como uma base de estabilização. Outras proteínas atuam como material de bucha para permitir que o eixo motor penetre a membrana bacteriana. Fazem falta dezenas de proteínas para obter um flagelo operativo. Na ausência de qualquer uma delas, o flagelo não funciona ou não pode ser construído pela célula.

Outro exemplo de complexidade irredutível é o sistema que permite que as proteínas cheguem aos compartimentos celulares apropriados. Na célula eucariótica existe um certo número de lugares onde ocorrem tarefas especializadas, tais como a digestão de nutrientes e a excreção de dejetos. As proteínas são sintetizadas fora destes compartimentos e podem chegar a seus destinos apropriados somente com a ajuda de químicos “sinalizadores” que prendem e apagam outras reações nos momentos apropriados. Este fluxo constante e regular dentro da célula corresponde a outro assombroso sistema complexo e irredutível. Todas as partes devem funcionar sincronizadamente ou o sistema colapsa. Mais um exemplo desses sistemas é o esquisitamente coordenado mecanismo que causa a coagulação do sangue.

Os livros texto e artigos científicos em bioquímica descrevem os mecanismos de algumas das máquinas moleculares vivas que existem dentro de nossas células, mas oferecem muito pouca informação sobre como evoluíram estes sistemas por seleção natural. Muitos cientistas admitem francamente seu desconcerto acerca de como poderiam ter se originado, mas recusam considerar a hipótese óbvia: que talvez as máquinas moleculares parecem ser desenhadas porque na realidade são desenhadas.

Eu tenho esperança que a comunidade científica eventualmente admita a possibilidade do design inteligente, ainda que esta aceitação seja discreta e silenciosa. Minha razão para ser otimista é o próprio avanço da ciência, que descobre a cada dia novas complexidades na natureza, as quais são razões frescas para reconhecer o design inerente na vida no universo.


Resposta da evolução a Michael J. Behe

O Defeito da Ratoreira

O design inteligente falha no exame da bioquímica.
Por Kenneth R. Miller

Para poder entender porque a comunidade científica não está muito impressionada pelos intentos de ressuscitar o chamado argumento do desenho, ninguém precisa ver mais além que o próprio ensaio de Michael J Behe. Ele afirma que os sistemas bioquímicos complexos não podem ter sido produzidos pela evolução porque possuem uma qualidade que ele chama de complexidade irredutível. Igualmente às ratoeiras, estes sistemas não podem funcionar a menos que cada uma de suas partes se encontre em um lugar apropriado. Dado que "a seleção natural só pode escolher entre sistemas que já estão funcionando" não existe nenhuma forma pela qual os mecanismos Darwinianos podem ter produzido os sistemas complexos que se encontram nas células vivas. E se estes sistemas não podem ter evoluído, eles devem ter sido desenhados. Essa é a totalidade da “evidência” bioquímica para o design inteligente.

Ironicamente, o exemplo do próprio Behe, a ratoeira, mostra porque a idéia está equivocada. Elimine duas das partes (o gatilho e a barra de metal) e pode ser que não se tenha uma ratoeira mas tem-se uma máquina de três partes que faz um clipe de gravata ou um clipe de papel totalmente funcional. Tirando a mola, tem-se um chaveiro de duas partes. O gatilho de algumas ratoeiras pode ser usado um anzol e a base de madeira como um peso de papel, aplicações úteis das demais partes incluem uma grande variedade de coisas como palitos de dente a quebra-nozes e clipes de papel. O ponto, entendido desde muito tempo pela ciência, é que pedaços e peças das máquinas supostamente irredutivelmente complexas podem ter tido diferentes (mas ainda úteis) funções.

A contestação de Behe de que todas e cada uma das peças de uma máquina, mecânicas ou bioquímicas, devem estar montadas em sua forma final antes que algo de útil possa emergir, é simplesmente falsa. A evolução produz máquinas bioquímicas complexas por meios de copiar, modificar e combinar proteínas previamente usadas para outras funções. Quer exemplos? Os sistemas do ensaio de Behe nos servem muito bem.

Ele escreve que a ausência de "praticamente qualquer uma" de suas partes faz com que o flagelo bacteriano “não funcione”. Mas, adivinhe só. Um pequeno grupo de proteínas do flagelo funciona sem o resto da máquina. É usado por muitas bactérias como um dispositivo para injetar veneno em outras células. Apesar de que a função levada a cabo por esta pequena parte é diferente quando trabalha sozinha, ainda assim pode ser influenciada pela seleção natural.

As proteínas chave que aglutinam o sangue seguem este padrão também. Elas são, na realidade, versões modificadas de proteínas que são usadas pelo sistema digestivo. O elegante trabalho de Russell Doolittle tem mostrado como a evolução duplicou, redefiniu e modificou estas proteínas para produzir o sistema de coagulação do sangue nos vertebrados.

E Behe pode levantar as mãos e dizer que ele não pode imaginar como os componentes que movem as proteínas entre os compartimentos intracelulares podem ter evoluído, mas os cientistas que trabalham com estes sistemas estão completamente em desacordo. Em um artigo da revista científica Cell em 1998, um grupo de cientistas do Instituto Sloan-Kettering liderado por James Rothman, descreveu a extraordinária simplicidade e uniformidade destes mecanismos. Eles também notaram que estes mecanismos “sugeriam de uma forma natural como os muitos e variados compartimentos das células eucarióticas poderiam ter evoluído”. Parece então que os pesquisadores ativos vêem algo muito diferente do que Behe vê nestes sistemas. Eles vêem a evolução.

Se Behe sugerir que as complexidades da natureza, a vida e o universo revelam um mundo de significado e propósito consistente com uma inteligência divina, seu ponto de vista é filosófico, não científico. Incidentalmente, é um ponto de vista filosófico que eu compartilho. Entretanto, para apoiar este ponto de vista, não devemos achar necessário fingir que sabemos menos do que realmente sabemos sobre a evolução dos sistemas vivos. Numa análise final, a hipótese bioquímica do design inteligente fracassa, não porque a comunidade científica de feche a ela, senão pela razão mais básica de todas: porque está irresistivelmente contradita pela evidência científica.


Declaracão sobre o DI

Detectando Design nas Ciencias Naturais

A inteligência deixa para trás um sinal ou evidencia característica.
Por William A. Dembski

Na vida cotidiana, as explicações que invocam ao acaso, à necessidade ou ao design cobrem todas as eventualidades. Entretanto, nas ciências naturais, uma destas modalidades é considerada supérflua. O design. Da perspectiva das ciências naturais, o design, como ação de um agente inteligente, não é uma força criativa fundamental na natureza. Ao contrário, as causas naturais cegas, caracterizadas pelo acaso e a necessidade e reguladas por leis invioláveis, são consideradas suficientes para levar a cabo toda a criação da natureza. A teoria de Darwin é um caso particular.

Mas como sabemos que a natureza não precisa da ajuda de uma inteligência projetista? Com certeza, nas ciências especiais, desde a forense a arqueologia e a Busca de Inteligência Extraterrestre (SETI em inglês), apelar a uma inteligência projetista é indispensável. E mais, dentro destas ciências existem técnicas bem desenvolvidas para identificar a inteligência. Essencial para estas técnicas é a habilidade de eliminar o acaso e a necessidade.

Por exemplo, como pode a radioastrônoma no filme Contato (protagonizada por Jodie Foster e baseada no livro de mesmo nome de Carl Sagan) inferir a presença de inteligência extraterrestre nos pulsos e pausas provenientes do espaço que eles monitoravam? Os pesquisadores analisam os sinais por meio de computadores que estão programados para reconhecer muitos padrões predeterminados. Os sinais que não se encaixam nestes padrões passam por uma “peneira’ e são classificados como acaso. Depois de anos recebendo sinais “aleatórios” que aparentemente não significam nada, os pesquisadores descobrem um padrão de pulsos e pausas que corresponde a de todos os números primos entre 2 e 101. Entretanto, os números primos são aqueles divisíveis somente por si mesmos e por um. Quando uma seqüência começa com dois pulsos, logo uma pausa, 3 pulsos, logo uma pausa, ... até 101, os pesquisadores devem inferir a presença de inteligência extraterrestre.

Eis aqui o porquê. Não existe nada nas leis da física que requeiram que os sinais de rádio tomem uma ou outra forma. A seqüência é então contingente ao invés de necessária. Além do mais, é uma seqüência larga e, portanto, complexa. Note que se a seqüência carece de complexidade pode ser facilmente produzida por acaso. Finalmente, não só era complexa, mas exibia um padrão ou especificação dada independentemente (não era só uma seqüência qualquer de números, mas uma seqüência matematicamente significativa: os números primos).

A inteligência deixa para trás de si uma marca ou sinal característico, a qual chamo de “complexidade especificada”. Um evento exibe complexidade especificada se é contingente e, portanto, não necessário; se é complexo, por tanto, não facilmente reproduzível por acaso; e se é especificado no sentido de exibir uma padrão dado independentemente. Note que a complexidade no sentido de improbabilidade não é suficiente para eliminar o acaso. Atire uma moeda suficientes vezes e será testemunha de um evento altamente improvável. Ainda assim, você não terá razão alguma para não atribuir ao azar.

O ponto importante acerca das especificações é que elas devem ser dadas objetivamente e não impostas aos eventos depois dos fatos. Por exemplo, se um arqueiro dispara flechas contra uma parede e nós pintamos depois os alvos al redor delas, estamos impondo um padrão depois dos fatos. Ao contrário, se colocam-se alvos no princípio (“especificados”) e logo depois o arqueiro os pega com exatidão, sabemos que foi por design.

Em meu livro The Design Inference, eu argumento que a complexidade especificada detecta com certeza o design. Entretanto, nesse livro eu me foco principalmente em exemplos do ser humano ao invés das ciências naturais. A crítica principal deste trabalho até o presente momento é se o mecanismo Darwiniano da seleção natural e a variação ao acaso são, de fato, capazes de gerar complexidade especificada. Mais recentemente, em No Free Lunch, eu mostro que os processo naturais não dirigidos tais como o mecanismo Darwiniano, são incapazes de gerar a complexidade especificada que existe nos organismos biológicos. Disto se segue que acaso e a necessidade são insuficientes para as ciências naturais e que as ciências naturais devem deixar algum espaço para o design.

Resposta da evolução a William A. Dembski

O Teatro da Ciencia e o mistério

O caso do agente secreto
Por Robert T. Pennock

William A. Dembski afirma detectar "complexidade especificada” nos entes viventes e argumenta que isto é prova de que as espécies foram projetadas por agente inteligente.
Uma falha neste argumento é que ele quer definir o design inteligente por uma negativa, é dizer, como algo que não é ao acaso nem por necessidade. Mas a definição é improvisada: a necessidade, o azar e o design nem são categorias mutuamente exclusivas, nem tão pouco esgotam as possibilidades. Desta forma, não se pode detectar um agente inteligente por este processo de eliminação que ele sugere. A ciência requer evidência positiva. Este é o caso quando tratamos de detectar a marca da inteligência humana, mas é particularmente certo quando se analisa a extraordinária declaração de que a complexidade biológica é desenhada intencionalmente.
Sobre este tema, as analogias do arqueiro e do SETI de Dembski são pistas falsas, pois elas dependem tacitamente de um entendimento a priori do intelecto humano e da motivação, assim como de processos causais relevantes. Uma inferência de design como aquela do filme Contato, por exemplo, dependeria do conhecimento prévio sobre a natureza dos sinais de rádio e de outros processos naturais, junto com assumi9r que uma seqüência de números primos é o tipo de padrão que outro cientista escolheria enviar como um sinal. Entretanto, as seqüências estranhas encontradas no DNA são muito diferentes das séries de números primos. Dembski não tem nenhuma forma de mostrar que os padrões genéticos foram “montados a priori” ou "dados independentemente".

Dembski tem sido anunciado como "o Isaac Newton da teoria da informação," e m seus escritos, os quais incluem os livros que ele cita neste ensaio, ele insiste que sua “lei da conservação da informação” prova que os processos naturais não podem aumentar a complexidade biológica. Ele não explica seu caso aqui e refuta-lo tomaria demasiado espaço. Seria suficiente dizer que existe uma conexão entrea noção técnica de informação e a entropia, de tal maneira que o argumento de Dembski se destila a uma reformulação da velha declaração dos criacionistas de que a evolução viola a segunda lei da termodinâmica. Simplesmente, esta lei diz que no universo existe uma tendência a diminuição da complexidade. Os criacionistas se perguntam então como podem os processos evolutivos produzir formas de vida mais complexas a partir de umas mais primitivas. Mas sabemos desde muito tempo porque este tipo de argumento falha: a segunda lei da termodinâmica se aplica a sistemas fechados e os sistemas biológicos não são sistemas fechados.
No processo evolutivo, um aumento na complexidade biológica não representa um “almoço grátis” Este aumento foi comprado e pago, devido a variação genética ao acaso estar sujeita a seleção natural pelo ambiente, o qual já está estruturado. De fato, os pesquisadores estão começando a usar os processos darwinianos, implementados em computadores ou in vitro, para evoluir sistemas complexos e para prover soluções aos problemas de design em formas tais que estão fora do poder de meros agentes inteligentes.

Se verdadeiramente pensássemos que a informação genética é similar aos sinais no filme Contato, não deveríamos inferir que foram projetados por extraterrestres? Os teóricos do design inteligente às vezes mencionam os extraterrestres como possíveis suspeitos, mas a maioria parece ter seus olhos voltados a um projetista colocado um pouco mais acima nos céus. O problema é que a ciência requer um modelo específico que possa ser provado ou examinado. O que foi exatamente o que fez o designer e quando o fez? As hipóteses nebulosas de design de Dembski, ainda se as restringirmos aos processos naturais, provem pouquíssimo material que possa ser examinado, e uma vez que os processos sobrenaturais servem de calço ao processo, este perde qualquer chance de testabilidade.

Newton esteve perplexo pelas órbitas complexas dos planetas. Eles não podem pensar em uma forma natural para dar razão a sua ordem e concluiu que Deus deve estar empurrando suavemente os planetas para que o sistema continuasse funcionando. (Quem sabe é neste sentido que Dembski é o Newton da teoria da informação). A origem das espécies parecera em outrora igualmente misteriosa, mas Darwin seguiu as pistas encontradas na natureza para resolver o mistério. Pode-se, é claro, reter a fé religiosa em um design capaz de transcender os processos naturais, mas não há maneira de reconhecer as suas impressões digitais.
 


Declaracão sobre o DI

Os Elusivos Ícones da evolução

O que nos dizem na realidade os tentilhões de Darwin e as moscas de fruta?

Por Jonathan Wells

Charles Darwin escreveu em 1860 que "parece não haver mais design na variabilidade dos seres orgânicos e na ação da seleção natural, que no curso que segue o vento quando sopra”. Apesar de muitas características dos organismos vivos parecerem projetadas, a teoria de Darwin expressa que elas foram na realidade o resultado de processos sem direção, tais como a seleção natural e a variação ao acaso.

Entretanto, as teorias científicas devem se ajustar com a evidência. Dos exemplos de evidência a favor da teoria da evolução de Darwin, utilizadas tão freqüentemente que eu as tenho chamado de “ícones da evolução”, são os tentilhões e a mosca de fruta (de quatro asas), do gênero Drosophila. Entretanto, me parece, que ambos os casos mostram que a teoria de Darwin não pode dar conta de todas as características dos seres vivos.

Os tentilhões de Darwin consistem em várias espécies das Ilhas Galápagos que diferem principalmente no tamanho e na forma de seus bicos. As diferenças nos bicos estão relacionadas com o que as aves comem, sugerindo que várias espécies podem ter descendido de um ancestral comum por meio de sua adaptação a diferentes comidas através da seleção natural. Em 1970, os biólogos Peter e Rosemary Grant foram a Galápagos observar este processo em campo.

Em 1977, os Grant observaram como uma seca severa eliminou 85% de uma espécie em particular em uma das ilhas. Os sobreviventes teriam, em média, bicos um pouco mais largos que os permitiram quebrar as sementes mais duras que haviam sobrevivido à seca. Isto era a seleção natural em ação. Os Grant estimaram que vinte episódios como este poderiam incrementar o tamanho dos bicos o suficiente para criar uma nova espécie.

Entretanto, quando regressaram as chuvas, o tamanho médio dos bicos regressou ao normal. Desde então, o tamanho tem oscilado ao redor de uma média, a medida que o abastecimento de alimentos flutua com o clima. Não houve uma mudança reta e não emergiram novas espécies. De fato, pode estar ocorrendo o oposto, já que várias espécies de tentilhões das Galápagos parecem estar unindo-se por hibridismo.

Os tentilhões de Darwin e muitos outros organismos, provem evidência que a seleção natural pode modificar características existentes, mas somente em espécies estabelecidas. Os criadores de espécies domésticas de plantas e animais fazem a mesma coisa por centenas de anos com a seleção artificial. Mas, onde está a evidência de que a seleção natural produz novas características em novas espécies?

As novas características requerem novas variações. Na versão moderna da teoria de Darwin, esta variação provém das mutações de DNA. A maioria das mutações no Dna são daninhas e portanto são eliminadas pela seleção natural. Entretanto, algumas trazem vantagens, como por exemplo, as mutações que aumentam a resistência a antibióticas a bactérias e a resistência a pesticidas em plantas e animais. A resistência aos antibióticos e aos pesticidas são freqüentemente citadas como evidência de que as mutações de DNA provem as matérias primas para a evolução, mas elas afetam somente processos químicos. As mudanças evolucionárias maiores requerem mutações capazes de produzir também mudanças anatômicas vantajosas.

Normalmente, as moscas de fruta têm duas asas e dois "estabilizadores," pequenas estruturas por detrás das asas que as ajudam a se estabilizarem quando voam. Nos anos 70, os geneticistas descobrem que uma combinação de três mutações em um gene individual produz moscas nas quais os estabilizadores se desenvolvem como asas aparentemente normais. A mosca resultante, com suas quatro asas, às vezes é usada para ilustrar como as mutações podem produzir os tipos mudanças anatômicas que a teoria de Darwin necessita.

Mas as asas não são estruturas novas, senão duplicações de estruturas já existentes. Além do mais, as asas extras não tem músculos e são, de fato, mais que inúteis. As moscas de fruta com quatro asas estão severamente incapacitadas, como um pequeno aeroplano com suas asas extras pensuradas em sua cauda. Tal e como é o caso com outras mutações anatômicas que se tem estudado até agora, estas mutações em moscas não podem prover matéria prima para a evolução.

Na ausência de evidência de que a seleção natural e as variações aleatórias podem dar conta das características aparentemente projetadas que possuem os organismos vivos, a questão inteira do design deve ser revisitada. Os estudantes devem aprender lado a lado com os argumentos de Darwin, que o design permanece como uma possibilidade.

Resposta da evolução a Jonathan Wells

A Natureza da Mudança

Os mecanismos evolutivos dão início a diferenças estruturais básicas.
Por Eugenie C. Scott

Sem ter definido "design," Wells afirma que "muitas características dos organismos vivos parecem ter sido projetadas”. Disto ele contrasta a seleção natural (não dirigida) com um projeto (dirigido), aparentemente tratando de retornar a noção pre-Darwiniana de que um projetista é diretamente responsável pela forma em que os organismos encaixam com seus ambientes. Darwin propôs uma explicação científica, não religiosa: a forma em que os organismos encaixam em seus ambientes é resultado da seleção natural. Como todas as explicações científicas, ele se baseia na causalidade natural.

Wells afirma que "a teoria de Darwin não pode dar conta de todas as características dos seres vivos." Entretanto, não tem porque dá-la. Hoje em dia os cientistas explicam as características dos seres vivos não só invocando a seleção natural como também a uma série de processos biológicos que Darwin desconhecia, incluindo a transferência de genes, a simbiose, a recombinação cromossômica, e a ação de genes reguladores. Ao contrário do que Wells afirma, a teoria evolucionista não é inadequada. Ela encaixa muito bem com a evidência.

Lendo o que escreve Wells, alguém pode não se dar conta da importância dos cuidadosos estudos dos Grant, os quais demonstraram a seleção natural em tempo real. O fato de que a seca terminou antes que os cientistas observassem a emergência de novas espécies é particularmente irrelevante; o tamanho dos bicos oscila em curto prazo, mas dada uma tendência em largo prazo na mudança climática, uma mudança maior no tamanho médio pode ser esperada. Wells também sobreestima a importância da hibridação nos tentilhões; esta é extremamente rara e pode ainda estar contribuindo a uma nova especiação. Os tentilhões das Ilhas Galápagos continuam sendo um exemplo magnífico do princípio da radiação adaptativa. As várias espécies que diferem morfologicamente ocupam diferentes nichos. As explicações de Darwin foram que elas evoluíram todas de um ancestral comum e as análises genéticas provem evidência que confirmam isso.

Wells admite que a seleção natural pode operar em uma população e corretamente vê a genética como responsável por este tipo de variação que pode levar “novas características em novas espécies”. Mas ele afirma que as mutações, tais como aquelas que produzem as moscas com quatro asas, não produzem o tipo de mudança necessária para mudanças evolutivas maiores. Não pode ele ver mais além do exemplo e ver o princípio? O fato de que a primeira demonstração de um mecanismo genético poderoso produziu uma mosca que não pode voar é irrelevante. Edward Lewis compartilhou um Prêmio Nobel pela descoberta destes genes, conhecidos como o complexo Ubx. Eles têm uma importância extraordinária porque os genes deste tipo ajudam a explicar os diferentes tipos de planos corporais, os quais representam as diferenças básicas estruturais entre um molusco e um mosquito, entre uma esponja e uma aranha.

Os genes Ubx são parte dos genes HOX, os quais se encontram em animais tão diferentes como esponjas, moscas de fruta e mamíferos. Eles ativam ou desativam genes envolvidos em, entre outras coisas, segmentação e produção de apêndices tais como antenas, patas e asas. O que especificamente é construído depende de outros genes mais tarde no processo. Os diversos planos corporais dos artrópodes (insetos, crustáceos, aracnídeos) são variações dos temas da segmentação e dos apêndices, variações que parecem ser o resultado de mudanças nos genes HOX. Pesquisas recentes mostram que os genes Ubx das moscas suprimem a formação de patas nos segmentos abdominais, mas os genes Ubx dos crustáceos não fazem isso. Uma pequena mudança no Ubx resulta em uma grande diferença no plano corporal.

As mutações nestes interruptores primários estão envolvidos na perda das patas nas cobras, na mudança de aletas lobulares para mãos, e na origem das mandíbulas nos vertebrados. A duplicação dos segmentos iniciada pelos genes HOX permite a duplicação dos segmentos iniciada pelos genes HOX permite a experimentação anatômica e a seleção natural eescolhe os resultados. “Evo-Devo", O estudo da evolução e do desenvolvimento, é uma área muito ativa de investigação científica, mas Wells insinua que tudo que isto produz são moscas de fruta aleijadas.

Wells argumenta que as explicações naturais são inadequadas e, por isto, que "os estudantes devem aprender...que o design permanece como uma possibilidade." Porque em sua lógica o design implica um Desenhista, ele está recomendando de fato que a ciência permita a causalidade não natural. Na realidade, temos explicações com que trabalhar, mas ainda no caso que não as tivéssemos, a ciência só tem ferramentas para explicar as coisas em termos de causalidade natural. Isso foi o que Darwin fez e o que estamos fazendo hoje.


A Nova Evolução do Criacionismo

O design inteligente trata de política e religião, não de ciência
Por Barbara Forrest

A infame decisão de agosto de 1999 pela Junta de Educação do Estado de Kansas de eliminar as referências à evolução do currículo de ciência foi fortemente influenciada por proponentes da teoria do design inteligente. Apesar de que William A. Dembski, uma das figuras mais proeminentes do movimento, afirma que a "detectabilidade empírica das causas inteligentes provê ao design inteligente o posto de teoria científica completa," seus proponentes investem a maior parte de seus esforços em convencer os políticos e o público, não a comunidade científica.

O movimento do design inteligente, lançado pelo livro Darwin on Trial (1991) de Phillip E. Johnson, tomou corpo em 1996 no Center for the Renewal of Science and Culture (CRSC), patrocinado pelo Discovery Institute, um grupo de investigação teórica de Seattle. Johnson, um professor de direito cuja conversão religiosa catalisou seus esforços antievolucionistas, reuniu um grupo de apoio o qual promove a teoria do design com seus escritos, financiados por bolsas de estudo do CRSC. De acordo com uma de suas declarações de missões anteriores, o CRSC busca "nada menos que derrotar o materialismo e os seus condenatórios legados culturais."

Johnson se refere aos membros do CRSC e a sua estratégia como a Cunha (the Wedge), análogo a cunha que parte o tronco de lenha. Eles querem dizer que o design inteligente libertará a ciência das garras do "naturalismo ateísta." Os dez anos de história da Cunha revelam suas características mais sobressalentes: os cientistas da Cunha não possuem um programa de investigação empírica e, conseqüentemente, não tem publicado nenhum dado em revistas científicas “peer-reviewed” (ou em qualquer outra parte) que apóie suas afirmações sobre design inteligente. O que se tem é um programa agressivo de relações públicas, o qual inclui conferências que eles e seus seguidores organizam, livros ou artigos em nível popular, recrutamento de estudantes universitários através de palestras patrocinadas pelos grupos religiosos das universidades, e o cultivo de alianças com cristãos conservadores e com figuras políticas de influência.

A Cunha busca "renovar" a cultura americana por meio do enraizamento das instituições sociais mais importantes na religião evangélica, especialmente a educação. Em 1996 Johnson declarou: "Isto na realidade não é, nem nunca foi, um debate sobre ciência. Isto se trata de religião e filosofia.” De acordo com Dembski, o design inteligente "é simplesmente o os Logos do Evangelho de Lucas traduzidos para linguagem da teoria da informação." As estratégias da Cunha buscam os cristãos através da crença compartilhada na “simples” criação, buscando assim, nas próprias palavras de Dembski, "triunfar sobre o naturalismo e suas conseqüências." Isto permite aos proponentes do design inteligente coexistirem embaixo de uma grande tenda com outros irmãos criacionistas, que explicitamente baseiam suas crenças em uma interpretação literal do Gênesis.

"Como cristãos," escreve Dembski, "sabemos que o naturalismo é falso. A natureza não é auto-suficiente. ... Entretanto, nem a teologia nem a filosofia podem responder a pergunta evidencial de se a interação de Deus com o mundo é empiricamente detectável. Para responder a esta pergunta devemos buscar na ciência." Jonathan Wells, um biólogo, e Michael J. Behe, um bioquímico, parecem ser precisamente o tipo de indivíduos do CRSC que podem dar ao design inteligente sua passagem a credibilidade. Entretanto, nenhum dos dois têm levado a cabo pesquisas para analizar a teoria e muito menos produzido dados que desafiem as massas de evidência acumulada por biólogos, geólogos e outros cientistas evolucionistas. Wells, parcialmente influenciado por Sun Myung Moon, o líder da Igreja da Unificação, ganhou seu Ph.D. em estudos de religião e em biologia especificamente "para dedicar minha vida a destruir o Darwinismo." Behe vê como relevante a pergunta se "a ciência pode prover espaço para a religião." No fundo, os proponentes do design inteligente não estão motivados em melhorar a ciência senão em transformá-la em uma atividade teísta que apóie a sua fé religiosa.

Os seguidores da Cunha estão atualmente tratando de inserir o design inteligente no currículo de ciência das escolas do Estado de Ohio através da legislação estatal. Anteriormente, o CRSC deu publicidade a seu sítio web de ciências assegurando aos educadores que seu "curriculum Web pode ser apropriado sem ter que se meter em guerras de adoção de livros texto," em efeito promovendo os educadores a saltarem os procedimentos normais. Antecipando um caso prova, a Cunha publicou na revista Utah Law Review, uma estratégia legal para ganhar sanção judicial. Recentemente, o grupo quase teve êxito em inserir em nível federal na Ata "No Child Left Behind " do ano 2001 um "sentido do Senado" que apoiava o ensino do design inteligente. Então, o movimento segue avançando, mas suas táticas não são substitutas para a ciência verdadeira.


© American Museum of Natural History, 2002. Reimpresso com autorização da revista Natural History e com permissão dos autores*.

Biografia dos autores:

Richard Milner e Vittorio Maestro são da revista americana Natural History, que é publicada pelo Museu Americano de História Natural. O museu foi criado em 1869 na cidade de Nova York, EUA. A revista foi criada em 1900.
http://www.naturalhistorymag.com

Michael J. Behe, quem recebeu seu Ph.D. em bioquímica da Universidade da Pensilvânia em 1978, é professor de ciências biológicas na Univerdidade de Lehigh na Pensilvânia. Suas pesquisas recentes se concentram no papel do design inteligente e da seleção natural na construção de proteínas estruturais. Seu livro A Caixa Preta de Darwin: O Desafio bioquímico a Evolução encontra-se disponível pasta blanda (Touchstone Books, 1998).
http://www.lehigh.edu/~inbios/behe.html

Kenneth R. Miller é professor de biologia da Universidade de Brown. Seus trabalhos de sobre a estrutura e a função da membrana celular foram publicados em revistas como: Nature, Cell e Journal of Cell Biology. Miller é coautor de vários livros de texto amplamente utilizados em nível colegial e universitário. Em 1999 publicou Finding Darwin's God: A Scientist's Search for Common Ground Between God and Evolution (Cliff Street Books).
http://bms.brown.edu/faculty/m/kmiller

William A Dembski, tem um Ph.D. em matemática e filosofia, é professor associado de pesquisa na Universidade de Baylor e Senior Fellow do Discovery Institute em Seattle. Seus livros incluem: The Design Inference: Eliminating Chance Through Small Probabilities (Cambridge University Press, 1998) and No Free Lunch: Why Specified Complexity Cannot Be Purchased Without Intelligence (Rowman and Littlefield, 2001).
http://www.designinference.com

Robert T. Pennock é professor associado em estudos de ciências e tecnologias e professor associado em filosofia na Lyman Briggs School no Departamento de Filosofia da Universidade Estatal de Michigan. É autor de Tower of Babel: The Evidence Against the New Creationism (MIT Press, 1999) e editor de Intelligent Design Creationism and Its Critics: Philosophical, Theological, and Scientific Perspectives (MIT Press, 2001).
http://www.msu.edu/~pennock5

Jonathan Wells recebeu dois doutorados, um em biologia celular e molecular da Universidade da Califórnia em Berkeley e um em estudos de religião da Universidade de Yale. Tem trabalhado com pesquisadro posdoutoral em biologia na Universidade da Califórnia em Berkeley e ensinado biologia na Universidade Estatal da Califórnia em Hayward. Wells é também autor de Icons of Evolution: Science or Myth? Why Much of What We Teach About Evolution Is Wrong (Regnery Publishing, 2000).
http://www.arn.org/wells/jwhome.htm

Eugenie C. Scott possue um doutorado em antropologia física. Em 1978, depois de ensinar antropologia física por 15 anos em nível universitário, aceitou o cargo de diretora executiva do National Center for Science Education. Ela também é presidente American Association of Physical Anthropologists.
http://en.wikipedia.org/wiki/Eugenie_Scott

Barbara Forrest é professora asociada de filosofia na Universidade de Southwestern Louisiana. Ela recebeu seu doutorado da Universidade de Tulane. Entre suas publicações acadêmicas recentes se encontram "The Possibility of Meaning in Human Evolution," Zygon: Journal of Religion and Science, Dec. 2000.
http://www.selu.edu/Academics/ArtsSciences/CAS_Endowed%20Chairs/doc/dr_forrest.html


Traduzido por Leonardo Vasconcelos
Texto original
Traduzido sob licença de
www.actionbioscience.org

Como citar este documento?


Milner, R.; Maestro, V. (orgs.). (2002). Design Inteligente? Projeto Evoluindo - Biociencia.org. Trad. Leonardo Vasconcelos. [http://www.evoluindo.biociencia.org]


   
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